domingo, 31 de agosto de 2008


Diálogo para a leveza dos anos
para Carlos Eugênio


Como faço poesia? Me pergunto...
Por que a persigo desesperadamente? Me provoco...

Porque quero escrever loucos versos
e me render ao mapa do desejo...
A vontade de revelar meu ser todo, por inteiro
Reencontrar a minha obra que de tão imperfeita
virou perfeita.
Para estranhar mundos
e contemplar o rosto de outro eu.
Contemplar indagações.
e realizar-se no inusitado:
Com aquele homem que chegou em minha vida e
e me encontrou desprotegida
dos significados do dicionário.
Me fazendo caminhar para encontrar
na síntese dos contrários a verdadeira
intereza, beleza e leveza.
Do nosso cotidiano
perceber nascer,
aquilo que queremos tecer.
Assistiremos sua pequena mão escorregar
na janela entendendo as gotas de chuva,
estranhando o mundo e se reconhecendo nele...
Nossa síntese poética




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