quinta-feira, 15 de março de 2012

Para meu aniversário!


Amo escrever neste dia...
Não para ufanar-me da data ou
para contemplar o instante de nostalgia.
Amo escrever poesia hoje, porque nela é onde me vejo
Clara, numa sociedade de escuros
Intensa, num instante sem retratos
Pulsante, na caminhada cotidiana
E aqui recolho e espalho
Planto algo imaginário,
talvez uma semente para o futuro
Hoje, instante supremo
meu ato único...
Encontrar alguns amigos,
renovar sonhos juntos entre músicas e copos
Sentir a completude,
a unicidade
Graças a suprema poesia... VIDA!!!

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Uma Ode à Lope de Vega...

A imagem de um poeta... Coisa mais rara!
Poeta tem que assumir o nada e,
de repente, por meio de sua arte
se faz, parte.
A mais importante...
O soneto de 14 versos prova,
que do amor se faz o ofício
mais nobre

terça-feira, 29 de novembro de 2011

New Blue

Para as amigas Elka e Ilka

Apesar de tocar um blue
Aprendi a ser leve com o tempo...
estrelas não me mostraram o caminho de muita coisa e
tanta poesia me deixou com dúvidas em relação a minha.
Tô precisando agora é redefinir:
palco e bordado;
dar atenção ao lápis que deixou de ser apontado;
reaprender a escrever cartões-postais para meu sonho;
desprender de vez as notas depois de tanto ensaio...

Tá certo!

Aceito o viralatismo natural da minha alma
sem que isso signifique, necessariamente, inconstância;
Somo a menina de pés descalços à queda da mulher de saltos altos;
Restabeleço fronteiras novas sem tanta urgência...
quero aceitar minha ternura dos fins de tarde,
e a amizade gratuita que distribuo ao vento,
quero ser a mãe da minha história.
E enquanto retomo o tratado sobre nosso beijo,
me entregarei ao imediatismo urgente da minha alma;
contanto que ela compreenda, que é necessário disciplina com o tempo...
Minha face agora é a céu aberto, sem censura,
e por intermédio da mais pura sem-vergonhice
darei a palavra liberdade como presente ao que vive dentro do meu peito

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mistério da Vida

Minha alegria desta tarde está em muitas cores
Como num poema guardado a tantos anos...
De repente,
é doce mistério da vida,
não sei dizer

domingo, 20 de novembro de 2011

Olhos abertos


Sei que fecho os olhos e
que às vezes me despeço,
nestes momentos,
e encaro a morte
O voo me parece mais
suave, livre e
menos solitário
Há mesmo tantos passos,
tanta beleza no compasso,
tantos atores neste meu cotidiano:
Eu mesma,
Alinhar ao centro
atriz de tantos encantos,
enganos, prantos e acalantos

Vou sim...
Nesta luz e de alma leve
recuperar segredos
em momentos leves e
enchê-los de palavras,
histórias, desejos, certezas
Sentir o tempo derramando
seu suave manto
da maneira como o quer