quinta-feira, 5 de novembro de 2009

PERSONAGENS DO COTIDIANO




Há algum tempo, observando a loucura desses tempos pós-modernos, e o experimentando por conseguinte, percebo que não seria ninguém sem vários personagens que habitam meu cotidiano.

Que loucura seria senão encontrasse a moça que tão gentilmente me atende na copiadora pertinho aqui de casa. Imprime, faz copias e ainda tenho acesso a net se tiver de pegar algum documento de última hora. Sua delicadeza e gentileza me encantam, olhos brilhantes e sorriso sempre pronto também. Logo ali ao lado está o cafezinho adorável da Fran para por mais sangue no dia. Na sequência tem o salão de beleza (- Amo a canção Zeca Baleiro, porém tem dias que precisamos de fazer salãozinho!!) da Equipe Bom Tempo com toda sua galera pra me atender, quase sempre de última hora.

Aquelas amizades de praia que pintam do nada: o casal professores de Educação Física com duas filhas (e nunca vi meninas tão livres e saudáveis) que viajou de Cabo Frio até Comuruxatiba na Bahia de carro. Paravam para acampar onde desse na telha e ficaram nossos amigos (de mim, do Carlos e da Regina) como se nos conhecesse a décadas. O pessoal que conheci no Albergue da Juventude de Porto Seguro (já tem um tempinho isso e acho que vou precisar de uma crônica exclusiva para esses personagens de viagens!) e viramos todos (deviam ser 12 pessoas) quase "amigos de infância" naqueles dias que permaneci na cidade;

Tem a pizzaria Dom Bosco na Asa Sul com seu Eli e seus funcionários dedicados e prontos para matar aquela fome das dez e meia da noite na volta do curso de espanhol.

Os funcionários da Biblioteca Demonstrativa de Brasília que batem um papo e nos descontraem com alguma história a fim de abstrair um pouco da responsabilidade dos estudos. O seu Roberto também, funcionário da Biblioteca pública do Centrão do Guará II, que entre conversas e livros sonhamos em tornar aquela biblioteca comunitária uma espécie de Centro Cultural do Guará (rs).

As meninas da Oca Brasil em Alto Paraíso: Andreza, Marcela, Nete, Flávia, Mariangela, Andrea (mamãe da Yara e da Dalila), Suzy e Muscan. Compartilhamos muitas histórias e experiências de vida, falamos besteira e até da vida alheia (porque ninguém é de ferro). E como comemos (eu e o Carlos então... VIXE!!!) iguarias maravilhosas pela mão de algumas delas;

Não poderia me esquecer das meninas da secretaria do Departamento de Teoria Literária da UnB, Dora e Jaque, que sempre me auxiliam (já acharam meu celular perdido no TEL ou então ligaram pra falar que chegou algum certificado);

Uma senhora do cafezinho da entrada do ICC- Norte na UnB que me consolou uma vez num término de relacionamento afetivo;

Tem a rapazeada que olha e lava carros do Guará I. Que sempre perguntam pela família e me tratam com carinho e respeito por conhecerem meu pai, Seu Plínio, e sua história de 20 anos frente a Banca Santa Bárbara na QE 07;

O saldoso Sidney (in memorian) atendente da padaria Julipan aqui do Guará II, pessoa iluminada, rara e ligada na singularidade da vida. Quantas conversas, risos e prespectivas trocamos;

Um senhor que recebeu eu e a Cássia (grande amiga-irmã) na Câmara Municipal do Rio de Janeiro, quando lá estive como turista. Ofereceu, do nada, um café da tarde e ainda conversou as amenidades mais maravilhosas de se conversar em uma tarde de verão no centro do Rio de Janeiro;

Não poderia deixar de mencionar dona Helena no meu trabalho, minha fiel escudeira na hora de separar os livros na biblioteca para levar aos alunos nas aulas de leitura (me tira de cada aperto quando estou subindo aula, ufa!).

Ofereço-lhes a canção do Chico Buarque Paratodos... Nesta canção Chico dedica a compositores brasileiros, que julga "especiais" em suas vivências. Percebo agora, que só somos "especiais" se formos "paratodos"...

Pode ter certeza que de alguma forma você já foi "paratodos" de alguém e nem imaginou...

Um comentário:

Zildete M. disse...

Delícia de post!
Sem esses personagens, o cotidiano ficaria insípido, inodoro, incolor, inaudível...

E ainda tem aqueles que estão fora da nossa rotina, nos quais a gente esabarra nos corredores dos shoppings nas tardes preguiçosas de domingo e aí se descobre que o encontro foi tinha que acontecer. bj, zil