domingo, 7 de março de 2010

Sensibilidade & Força de Afirmação


Como ser sensível na pós-modernidade?
É possível demonstrarmos com clareza nossos sentimentos sem subterfúgios?
É possível vivenciar a liberdade nestes tempos?

Observo nos mais variados diálogos (seja por parte de estudantes, colegas de trabalho ou velhos amigos) que a busca de auteridade nos relacionamentos, parece ser o anseio de boa parte de homens e mulheres nas mais variadas faixas etárias ou meios sociais.
Questionamentos que, sem dúvida, rompem estas barreiras ditas sociais, que serve para enquadrar os seres humanos em "mais isso" ou "menos aquilo"...

Atualmente
parece que homem e mulher tem mais dificuldade de externalizar seu ANIMA e ANIMUS, ou seja a Sensibilidade e a Força de Afirmação de suas personalidades. Fugindo dos termos Junguianos, que especificam também o tema, quero me ater a uma breve análise do filme "As pontes de Medison".

Na história Robert e Francesca (ele fotógrafo da Nacional Geografic e ela uma dona de casa mãe de dois filhos adolescentes) interpretados masgistralmente pelos atores estadunidenses Clint Eastwood (diretor do filme) e Maryl Streep.

A sincronicidade presente no encontro dos personagens criados por Robert James Waller, autor do romance, nos faz crer que a vida, pode ser sim recheada de encontros e trocas amorosas enriquecedoras. Como?

Robert e Francesca demonstram ser fiéis às suas verdades (construções de suas vivências pessoais), daí vem a ampliação da consciência e a coragem da entrega ao outro. Assim, ambos abrem a chave do autoconhecimento de si mesmos ao outro. O medo, neste momento, desaparece e a eroticidade, num crescente, mostra-nos que nenhum relacionamento, para dar certo, precisa seguir uma receita de bolo. Ufa! Graças a Deus...rs!

São cenas magistrais em que Francesca "beija" a água do chuveiro em que Robert tomou banho ou que Robert, para não forçar a relação, diz que ele não quer fazer nenhum mal a sua "moral", já que Francesca é uma mulher casada que mora próximo a uma cidade pequena e ele um fotógrafo viajante. Mas ela diz SIM e permite-se.

A necessidade de "ter" em detrimento do "ser" ou as imagens desanimadoras que assistimos do planeta ou de nossa cidade, todos os dias; não nos deixa perceber ou ativar a chamada força de transgressão criativa, que carregamos dentro de nós. A capacidade que temos de sintetizar as forças opostas que convivem em nosso interior, para transformá-las em uma força impulsionadora positiva nessa grande viagem, que é a vida.

5 comentários:

Hercília Fernandes disse...

Adoro esse filme, Deliane.
E as suas considerações sobre os valores expressos na obra são bastante pertinentes. Parabéns!

Beijos,
H.F.

ALUISIO CAVALCANTE JR disse...

Querida amiga.

Este filme é um tributo
ao belo a ao amor verdadeiro,
que pode chegar a qualquer
tempo e a qualquer idade.

Lindo.
Simplesmente lindo.

MARCIANO VASQUES disse...

Olá,
Ofereço ao seu blog o SELO CASA AZUL DA LITERATURA. O Selo está na faixa lateral de:
http://casaazuldaliteratura.blogspot.com/
Assim que o tiver postado, avise-me, para que eu possa pôr GEOGRAFIA DO DESEJO na lista visível dos blogs que receberam o selo.
Quero que conheça também PALAVRA FIANDEIRA.
http://www.palavrafiandeira.blogspot.com/
Espero que goste,
Um abraço, beijo,
Marciano Vasques

Fernanda Matos disse...

Deliane, sou apaixanoda por Jung, trabalho dentro do consultóorio com suas idéias e aplicações... e acrescento as suas palavras as dele: INDIVIDUAR-SE, tornar-se indivíduo, indivisível, inteiro, único... Esse filme me demonstra que apesar dos preceitos de fidelidade e casamento, Francesca escolho o caminho do Eu inteiro... a relação com Robert, só pertence a ela e ele, mas não aos filhos dela ou marido... isso é fidelidade! A SI!
Parabéns pelo seu blog!
fernanda matos

Eclética disse...

Gostei bastante do seu texto. :)
Acho que o amor deve ser redescoberto, aprendido e vivido de forma intensa e verdadeira. Nossa existência carece disso.