terça-feira, 6 de novembro de 2012

Vinícius, claridade & poesia


 Hoje o poema que me acontece, me principia algo: uma mudança, uma paisagem, minhas escolhas, as árvores, meu amor, o sabor da vida, a audácia... Acordei às pressas para o trabalho (sempre encima da hora) com uma delícia de chuva aos meus ouvidos e um mundo todo a ser reconhecido internamente e externamente. Apanhei minha jaqueta nova (presente do meu amor), me senti tão confortável comigo neste dia. Uma poética me acontecia... A minha que aqui neste blog exponho alto e baixinho, procurando a tonalidade certa, para o que tantas vezes é incerto: a vida! Mas resolvi esquecer... Fiquei querendo contemplar a natureza assim, naturalmente, como eu sou: com meus desacertos, acertos, sentimentos, sonhos, desejos, medos ou vergonhas. Rascunhei um poema no pensamento, enquanto calçava minha bota e planejava o curso dia ou lembrava de alguns problemas, no entanto ele escapou. E ao ligar o carro Poética de Vinícius de Morais, me enxeu de energia, de vontade de seguir a diante, de ir, apesar de qualquer coisa contrária, de amar e de ir e rir... Fui fazer meu dia e minha vida!


Poética


De manhã escureço
De dia tardo
De tarde anoiteço
De noite ardo.

A oeste a morte
Contra quem vivo
Do sul cativo
O este é meu norte.

Outros que contem
Passo por passo:
Eu morro ontem

Nasço amanhã
Ando onde há espaço:
– Meu tempo é quando.

Um comentário:

Mônica disse...

Lindo momento Deli, gostei de muito de "meu tempo é quando".
Quando sempre.
Beijos