Moedas, o menino e meu pai Plínio

O homem vira menino de repente, e é quando vira velho! A esta dedução indubitável cheguei hoje, ao vir meu pai entrando no ônibus há cerca de duas semanas. Era uma terça-feira e eu não sabia que ele pagaria a mesma condução que eu, o que seria bem possível, já que tem dado preferência em trafegar usando transporte público quando tem um destino certo. Deseja com isso evitar a dificuldade de estacionar seu carro. Me supreendeu vê-lo, ao entrar no ônibus, sentar-se na cadeira destinada aos idosos. Como pode? Claro que pode! Ele tem mais de 70 anos. E ele ali sentadinho parecia um menino indo com um amigo comprar figurinhas para seu álbum. No caso, não eram figurinhas, mas mas moedas comemorativas no Banco Central. Viva a sensação de estar do outro lado do balcão, ou seja, aquilos que os meninos sentiam ao correrem a Banca Santa Bárbara para completar seus álbuns do campeonato brasileiro. Este hobby é sem dúvida ele inteiro... Mas não figurinhas e sim moedas, selos, vinhos, p...